Família entra na Justiça para que avós possam visitar mãe de bebê assassinado nos EUA

Advogada que está cuidando do caso disse que estuda possibilidade de solicitar visto excepcional 'por motivo humanitário' para avós da criança.


Publicado em 11 Abril 2019

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Família entra na Justiça para que avós possam visitar mãe de bebê assassinado nos EUA

A diarista Sara de Oliveira Pereira, de 29 anos, mãe do bebê Antônio Neto de Oliveira Souza, de 1 ano e 4 meses, assassinado em janeiro nos EUA, está esperançosa com a possibilidade dos pais, que moram em Anápolis, conseguirem o visto para viajar ao país e acompanhá-la. Segundo ela, após a repercussão do caso, um escritório de advocacia se ofereceu para ajudar.

“Conseguimos uma advogada que está ajudando a gente. Com isso, o Itamaraty entrou em contato com o consulado aqui em Houston, que informou que iria entrar em contato com a embaixada para pedir que o caso seja analisado. Ainda não temos uma resposta, mas estamos com esperança e aguardando”, afirmou.

A advogada Ana Beatriz Ruiz confirmou ao G1 que está à frente do caso e disse que, juntamente com os demais advogados do escritório, está orientando Sara sobre os direitos que ela e os pais possuem.

“Entramos em contato com a polícia americana requerendo o Police Report e o Form I956, para que ela possa aplicar para um U Visa. Ainda, já entramos em contato com o Itamaraty e estamos estudando a possibilidade de um Humanitarian Parole para os pais da Sara, já que recentemente os mesmos tiveram seus vistos negados”, explicou.

Segundo Ruiz, humanitarian parole é uma autorização excepcional para entrar nos EUA, por tempo determinado, quando há motivo humanitário urgente e relevante que a justifique. A advogada integra o escritório Law Offices of Witer DeSiqueira, cuja especialidade é direito internacional e imigração, com habilitação para advogar tanto no Brasil quanto nos EUA.

Em nota, o Itamaraty informou que "está ciente do caso, já tendo entrado em contato com familiares da vítima nos EUA e no Brasil" e que está "prestando a assistência possível". O órgão completou que, "em respeito à legislação vigente sobre privacidade, não pode fornecer mais detalhes sobre o caso".

Antônio Neto de Oliveira Souza foi assassinado em janeiro, nos EUA. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

 

Auxílio da família

 

Sara vive em Dallas, no Texas, somente com o marido. Ela não tem qualquer outro parente no país. Por isso, pede ajuda para que os pais possam viajar.

Ela afirma que o visto da mãe foi negado porque, há 20 anos, ela extrapolou em um mês o tempo que poderia ter ficado no país. No caso do pai dela, não ficou claro por quais motivos o visto teria sido negado.

O pai de Sara, Renato Roquete Melo, disse que ele e esposa estão otimistas com a possibilidade de conseguirem o visto para ficar ao lado da filha.

 

Babá presa

 

Nos EUA, Sara lamentou o crime, ocorrido no dia 17 de janeiro deste ano. A babá foi presa 10 dias depois da morte de Antônio, fato que chocou a família, pois a diarista acreditava, até então, que a morte teria sido acidental.

“Foi um choque muito grande, foi uma rasteira, na verdade, muito grande. E vindo de uma pessoa que a gente conhecia, que já tinha um relacionamento próximo”, lamentou.

O Departamento de Polícia de Dallas informou, por meio de nota, que as informações a respeito da morte do bebê são confidenciais porque envolvem suposta negligência ou abuso no trato com uma criança. No entanto, há confirmação de que existe uma investigação em andamento.

Sara de Oliveira Pereira, de 29 anos, com o filho Antonio Neto de Oliveira Souza, que foi morto com de 1 ano e 4 meses em Dallas Texas EUA Anápolis Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Sara de Oliveira

Fonte: G1 Goiás.