ICE PRENDE 680 FUNCIONÁRIOS DE FÁBRICAS DO MISSISSIPPI EM UM ÚNICO DIA

Trabalhadores lotaram três ônibus na fábrica da Koch Food Inc., na pequena cidade de Morton. Eles foram levados a um hangar militar para serem registrados por violações de imigratórias.


Publicado em 11 Agosto 2019

Compartilhe:      

ICE PRENDE 680 FUNCIONÁRIOS DE FÁBRICAS DO MISSISSIPPI EM UM ÚNICO DIA

O U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) prendeu em um único dia 680 trabalhadores indocumentados em sete fábricas de alimentos no Mississippi na quarta-feira (8). Segundo informações divulgadas pelo ICE, a maior parte dos presos é de origem latina.

 

Cerca de 600 agentes se espalharam por fábricas de diversas companhias, cercando perímetros para impedir a fuga de funcionários. As ações ocorreram em pequenas cidades próximas a Jackson com uma força de trabalho amplamente composta por imigrantes latinos, incluindo Bay Springs, Carthage, Canton, Morton, Pelahatchie e Sebastapol.

 

Trabalhadores lotaram três ônibus – dois para homens e um para mulheres – na fábrica da Koch Food Inc., na pequena cidade de Morton. Eles foram levados a um hangar militar para serem registrados por violações de imigração. Cerca de 70 familiares, amigos e moradores acenaram e gritaram ‘deixem eles irem! Deixe-os irem!” Mais tarde, outros dois ônibus chegaram.

 

Todos os detidos serão entrevistados por agentes do ICE para checagem de situação humanitária. Os presos que têm passagem pela polícia serão colocados em processo de deportação.

 

De acordo com informações da AP, um menino de 13 anos, cujos pais são da Guatemala, chorou ao se despedir da mãe, uma funcionária da Koch, enquanto estava ao lado de seu pai. Alguns funcionários tentaram fugir correndo, mas foram capturados no estacionamento.

 

Funcionários que tiveram seu status legal confirmado receberam autorização para deixar a fábrica depois de terem seus porta-malas vasculhados.

 

“Foi uma situação triste lá dentro”, disse Domingo Candelaria, um morador legal e funcionário da Koch que disse que as autoridades checaram os documentos de identificação dos trabalhadores.

 

Matthew Albence, diretor do ICE, disse à Associated Press que as batidas poderiam ser a maior dessas operações até então em qualquer estado.

 

Um hangar na Guarda Nacional do Mississippi em Flowood, perto de Jackson, foi preparado com 2 mil refeições para registrar funcionários por violações de imigração na quarta-feira. Havia sete filas, uma para cada local visitado. Ônibus foram enfileirados desde o início do dia para serem despachados para as fábricas.

 

A Koch Foods, com sede em Park Ridge, Illinois, é uma das maiores produtoras de frango dos EUA, emprega cerca de 13 mil pessoas, e opera no Mississippi, Alabama, Geórgia, Illinois, Ohio e Tennessee.

 

A ação

 

Os agentes chegaram à fábrica de Morton passando por cima de uma cerca de arame farpado com uma placa indicando que a empresa estava contratando. Mike Hurst, o procurador federal para o Mississippi, estava no local.

 

Trabalhadores tiveram seus pulsos amarrados com tiras de plástico e foram orientados a depositar seus pertences em sacos plásticos transparentes. Agentes recolheram os sacos antes de eles embarcarem nos ônibus.

 

“Isso afetará a economia”, disse Maria Isabel Ayala, funcionária da creche dos funcionários da fábrica, enquanto os ônibus saíam. “Sem eles aqui, como você vai conseguir o seu frango?”

 

Os agentes de imigração também visitaram uma fábrica da Peco Foods Inc. em Canton, cerca de 56 quilômetros ao norte de Jackson. A empresa, com sede em Tuscaloosa, Alabama, diz que é a oitava maior produtora de aves nos EUA. Um representante da empresa não respondeu imediatamente a um telefonema ou e-mail pedindo comentários.

 

Law Office of Witer DeSiqueira

Fonte: www.acheiusa.com

 

OBS.: O propósito deste artigo é informar as pessoas sobre imigração americana, jamais deverá ser considerado uma consultoria jurídica, cada caso tem suas nuances e maneiras diferentes de resolução. Esta matéria poderá ser considerada um anúncio pelas regras de conduta profissional do Estado da Califórnia e Nova York. Portanto, ao leitor é livre a decisão de consultar com um advogado local de imigração.