OS REQUERENTES DE ASILO ESTÃO USANDO CRIANÇAS PARA TENTAR BURLAR O SISTEMA DE IMIGRAÇÃO DOS EUA


Publicado em 09 Dezembro 2019

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OS REQUERENTES DE ASILO ESTÃO USANDO CRIANÇAS PARA TENTAR BURLAR O SISTEMA DE IMIGRAÇÃO DOS EUA

A história do requerente de asilo hondurenho Jose Lopez, um garoto de 10 anos que estava esperando no México por mais de três meses antes de cruzar para os Estados Unidos.

Ele e seu pai apresentaram seu pedido de permanência nos Estados Unidos a um juiz de imigração e foram negados. Em novembro, o pai de Lopez enviou José para atravessar sozinho; o menino foi levado sob custódia americana como menor desacompanhado.

Agora os Estados Unidos abrigaram o menino. Ele está recebendo vacina contra gripe, escolaridade, alimentação e muito mais. Ele pode se reunir com sua mãe, que já estava nos EUA, em algum momento no futuro, pois há uma fila enorme de processos de asilo de outras crianças que chegaram antes de José, isso se sua mãe, que também está ilegal, não sofrer uma deportação antes.

É claro que essas pessoas são dignas de pena, mas não podemos deixar de mostrar a preocupação com o fato de que nem todas essas pessoas que buscam asilo, atendem aos pré-requisitos de um pedido de asilo.

Esse pequeno truque de enviar uma criança não acompanhada é simplesmente outro ardil para tentar burlar as leis de imigração. Isso não é justo para todos que tentam jogar de acordo com as regras e que, verdadeiramente, necessitam de um asilo. Há desordem e atraso na fronteira porque os refugiados que têm o direito legal de pedir asilo agora são forçados a permanecer no México.

É triste ler sobre o desespero dos pais que mandam seus filhos desacompanhados para esta terra de abundância, esperando sua segurança e união com a família. Muitos dos jovens imigrantes estão tentando escapar das terríveis condições de risco de vida nos campos na fronteira, em busca de segurança com seus parentes que vivem nos Estados Unidos.

E a política de Donald Trump de “permanecer no México” as crianças desacompanhadas, para não mais acumular o sistema de abrigo dessas crianças, onde muitas delas sequer sabem falar os nomes de seus pais, e que estão sob custódia dos EUA por longos períodos. Elas estão praticamente no limbo, separadas de seus pais, tendo atravessado a ponte sozinhas, mas incapazes de se unir a parentes nos E.U.A. E, na maioria das vezes, seus pais não conseguem entrar, pois suas afirmativas de necessidade de asilo não convencem a imigração.

É importante salientar que o asilo foi projetado para aqueles que fogem da perseguição por estarem em um grupo reconhecido, em minorias perseguidas, ou por racismo, ideologias, crença. Os pais que não se qualificam para a proteção estão tentando burlar o sistema, deixando seus filhos sozinhos para entrar no país como menores não acompanhados.

 

Mara Pessoni

Law Offices of Witer DeSiqueira

 

OBS.: O propósito deste artigo é informar as pessoas sobre imigração americana, jamais deverá ser considerado uma consultoria jurídica, cada caso tem suas nuances e maneiras diferentes de resolução. Esta matéria poderá ser considerada um anúncio pelas regras de conduta profissional do Estado da Califórnia e Nova York. Portanto, ao leitor é livre a decisão de consultar com um advogado local de imigração.