GREEN CARD PARA CAMINHONEIROS NOS EUA

EUA enfrenta escassez e busca caminhoneiros em outros países


Publicado em 19 Setembro 2021

Compartilhe:      

GREEN CARD PARA CAMINHONEIROS NOS EUA

Baixar Podcast

A escassez de caminhoneiros "é a pior que já vi": disse o CEO da US Xpress, Eric Fuller.

 

A necessidade de trabalhadores está pesando no setor de transporte rodoviário, onde os operadores de frete estão lutando para aumentar os salários com rapidez suficiente para encontrar motoristas.

 

Eric Fuller, CEO da US Xpress ( USX ), disse que sua empresa distribuiu de 30% a 35% no total de aumentos salariais nos últimos 12 meses - mas sugeriu que mais pode ser necessário.

“A situação do motorista é a pior que já vi em minha carreira”, disse Fuller ao Yahoo Finance na segunda-feira.

 

Dados do Bureau of Labor Statistics mostraram que nas profundezas da pandemia COVID-19, a indústria de transporte por caminhão perdeu 6% de sua força de trabalho pré-pandêmica de 1,52 milhão de trabalhadores. Em julho, a indústria havia recuperado cerca de 63.000 dos empregos perdidos, mas ainda permanece cerca de 33.000 empregos abaixo dos níveis de emprego em fevereiro de 2020.

 

 

Fuller disse que a expiração do seguro-desemprego em alguns estados trouxe de volta alguns trabalhadores, mas ainda teme que possa ficar mais difícil recuperar o déficit restante.

 

Os motoristas mostraram uma preferência mais forte por empregos que lhes permitem passar mais tempo com suas famílias, o que significa que os empregos na indústria ou na construção podem roubar talentos da US Xpress e de outras empresas de transporte rodoviário.

 

“Talvez isso mude as coisas permanentemente”, disse Fuller, acrescentando que o grupo de motoristas em potencial pode ter se transformado “estruturalmente”.

 

Fuller disse que outros 20% a 30% em aumentos salariais podem ser necessários para evitar que os motoristas em potencial aceitem outros empregos, “taxas e preços estão definitivamente sendo repassados ??para o remetente”, disse Fuller ao Yahoo Finance.

Trazer mais trabalhadores estrangeiros enfrenta uma série de obstáculos, incluindo limites de visto e regras de imigração complicadas, mas os defensores do transporte veem uma abertura agora para superar alguns desses obstáculos depois que a administração Biden criou uma força-tarefa para resolver os problemas da cadeia de abastecimento que impedem a recuperação econômica.

 

Em julho, o secretário de transportes Pete Buttigieg, o secretário do Trabalho Marty Walsh e Meera Joshi, vice administradora da Federal Motor Carrier Safety Administration, realizaram uma mesa redonda com a indústria de caminhões para discutir os esforços para melhorar a retenção de motoristas e reduzir a rotatividade . Entre as medidas que a indústria está buscando é reduzir a idade mínima de 21 para 18 anos para motoristas interestaduais e adicionar caminhões à lista de indústrias que podem contornar alguns dos processos de certificação de imigração do Departamento do Trabalho

 

Há algum tempo já vem sendo noticiado que, cada vez mais, apesar de ser uma bela profissão e tão importante para a economia dos países, os netos e os filhos de caminhoneiros não contam com os incentivos de seus avôs e pais para abraçarem essa linda e ao mesmo tempo dura profissão.

 

Eles preferem ser engenheiros, advogados, comerciantes, enfermeiros, entre outras. Essa situação está acontecendo em várias partes do mundo, inclusive, no Brasil e, sobretudo, nos Estados Unidos.

 

Por isso, algumas empresas americanas, de pequeno e médio porte, estão solicitando que seja autorizada a entrada de mais caminhoneiros estrangeiros no país e que o governo acelere a aprovação de vistos, afrouxando as regras.

 

A escassez já vinha sendo enfrentadas nos últimos anos, mas se agravou com a pandemia, com o fechamento de escolas profissionalizantes e de treinamentos, desistências de alguns motoristas dessa profissão e a aplicação de um sistema mais rigoroso de testes contra o álcool e as drogas, resultando em aproximadamente 60 mil demissões, conforme divulgado pela Associação Americana de Transporte Rodoviário.

 

Algumas empresas interessadas estão tentando buscar aprovação utilizando os vistos de trabalho permanente EB 3, que permitem que empregados tragam para aquele país pessoas que executam funções para os quais trabalhadores qualificados não estão disponíveis nos Estados Unidos.

 

Outra parte da solicitação será conseguir a colocação de motoristas de caminhões na Lista A do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Essa designação identifica ocupação que tem escassez de indivíduos qualificados e pode reduzir em 10 ou 12 meses o prazo de processamento de um visto EB 3, que geralmente exige 18 meses.

 

Outra alternativa seria contratar motoristas de caminhões para trabalho sazonal por meio dos vistos H-2B, que possibilita que estrangeiros ocupem temporariamente postos de trabalho, difíceis de serem preenchidos com americanos.

 

A orientação principal ao caminhoneiro brasileiro é de que, se você se despertou para o interesse de se mudar para os EUA e trabalhar na sua profissão, busque se informar sobre os passos deste processo com advogados de imigração especializados. Eles vão te orientar sobre cada etapa, te mostrando como se programar para essa mudança radical para um futuro melhor e mais promissor. Jamais se aventure a tentar entrar ilegalmente nos EUA, pois sem documentos legais, você não conseguirá trabalhar como truck driver.

 

Witer DeSiqueira & Pessoni an International Law Corporation

Colaboração: https://www.revistacaminhoneiro.com.br/

                      https://finance.yahoo.com/

                    https://www.bloomberg.com/

 

OBS.: O propósito deste artigo é informar as pessoas sobre imigração americana, jamais deverá ser considerado uma consultoria jurídica, cada caso tem suas nuances e maneiras diferentes de resolução. Esta matéria poderá ser considerada um anúncio pelas regras de conduta profissional do Estado da Califórnia e Nova York. Portanto, ao leitor é livre a decisão de consultar com um advogado local de imigração