CONHEÇA OS VISTOS PARA ATLETAS E BODYBUILDERS PARA OS EUA

Sonho de brilhar nos EUA e ganhar em dólares estimula emigração de atletas, personal trainer, lutadores de jiu-jítsu e MMA.


Publicado em 13 Setembro 2020

Compartilhe:      

CONHEÇA OS VISTOS PARA ATLETAS E BODYBUILDERS PARA OS EUA

Baixar Podcast

Sem condições adequadas no país, lutadores de artes marciais e bodybuilders buscam oportunidades profissionais fora do Brasil.

Para chegar no topo do MMA (prefixo em inglês para "artes marciais mistas"), uma das modalidades de luta que mais cresce no interesse do público brasileiro e mundial, atletas precisam vencer não apenas adversários no ringue, mas superar os desafios da carreira esportiva no Brasil. Em busca de aperfeiçoamento, jovens esportistas têm deixado o país atraídos por melhores oportunidades de crescimento nos Estados Unidos.

De acordo com o Departamento de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), 2018 registrou um recorde na taxa de recusa de benefícios de imigração para vistos de emprego. Por outro lado, a taxa de aprovação para o visto P-1, dedicado a atletas de calibre internacional e outros tipos de entretenimento (música, teatro, dança), segue em alta para pessoas qualificadas que desejam desenvolver carreira no país. Vale ressaltar que o Visto P-1, bem como o visto O-1, são vistos de não-imigrante, porém, com dual intent, quando cumpridos determinadas exigências e prazo, são passíveis de alteração de status para visto de imigrante, como o EB-1.

O visto de categoria “O” prevê admissão nos Estados Unidos de pessoas com habilidades extraordinárias nas áreas de ciências, artes, educação, negócios e atletismo ou feitos extraordinários em produção de televisão e filmes e sua equipe de apoio essencial. Apenas indivíduos se qualificam para o visto da categoria O-1.

O visto da categoria P-1 prevê a entrada nos Estados Unidos de certos atletas, artistas, entretainers e equipe técnica essencial. Membros individuais da indústria de entretenimento não são elegíveis ao visto P-1, mas os atletas são. Para os membros da indústria de entretenimento, o visto será emitido apenas para um evento específico. No entanto, os atletas podem ser admitidos por cinco anos e um time ou equipe por um período de seis meses.

Um exemplo é o jovem Guilherme Faria, de 27 anos, que em 2018 teve o seu pedido de emigração aprovado e se mudou de Limeira para Sacramento, na Califórnia, visando alcançar mais títulos em duas modalidades, muay thai e MMA. "Nos Estados Unidos, patrocínios e bolsas dão reais condições para um atleta se preparar para campeonatos mundiais importantes como o UFC", diz o bi-campeão mundial de muay thai na Tailândia (2014 e 2017) e campeão do XFC MMA, em 2015. Guilherme conta com visto de trabalho no país pelo período inicial de cinco anos. Para obter o visto, ele precisou fornecer evidências do seu reconhecimento internacional, com presença em rankings e carta-convite de uma autoridade de liga esportiva confirmando interesse em trabalhar com ele, que faz parte da Team Alpha Male.

Inspirados em trajetórias de sucesso como da família Gracie, pioneira na propagação do jiu-jitsu nos Estados Unidos, e campeões de MMA como Anderson Silva, Vitor Belfort e Fabrício Werdum, todos residentes americanos, lutadores brasileiros buscam morada no exterior visando se associar com os melhores do mundo.

Em 25 anos de história do UFC, maior mundial de MMA, fundado pelo brasileiro Rorion Gracie, o Brasil ocupa uma posição de destaque: 28% das lutas realizadas pela franquia até hoje tiveram a presença de pelo menos um brasileiro, que enfrentaram lutadores de 61 nacionalidades diferentes. Os americanos foram nossos rivais na maioria das vezes, e em seguida vêm as lutas entre brasileiros.

Em 2018, 40% dos eventos do UFC realizados em todo o mundo tiveram pelo menos um brasileiro em sua luta principal, segundo a organização do evento. Além disso, dos 90 lutadores com contrato pela empresa, 16% nasceram no país.

Embora o Brasil conte com alguns dos maiores talentos do esporte, a remuneração desses profissionais no país é advinda de patrocínios e bolsas "simbólicas", deixando custos de viagem, exames médicos e equipamentos muitas vezes a cargo do esportista, que se vê obrigado a exercer uma profissão em paralelo para sustentar a carreira.

Há sete meses, o paulistano Vinícius Matheus, de 23 anos, faixa roxa em jiu-jitsu e com medalhas na categoria Peso Pesado, teve o seu visto P-1 aprovado e desembarcou em Agoura Hills, na Califórnia, para treinar na Overall Cobrinha BJJ. "Pelo período de três anos, tenho autorização para morar no país e treinar com os melhores do mundo, o que certamente me traz vantagens competitivas no MMA", diz o jovem que não precisa mais do apoio financeiro dos pais para entrar no ringue.

 

Law Offices of Witer Desiqueira

Colaboração: USCIS.com

Fonte: https://www.santoslloydlaw.com

                      

OBS.: O propósito deste artigo é informar as pessoas sobre imigração americana, jamais deverá ser considerado uma consultoria jurídica, cada caso tem suas nuances e maneiras diferentes de resolução. Esta matéria poderá ser considerada um anúncio pelas regras de conduta profissional do Estado da Califórnia e Nova York. Portanto, ao leitor é livre a decisão de consultar com um advogado local de imigração.