Por: Witer DeSiqueira e Mara Pessoni
Witer DeSiqueira & Pessoni – An International Law Corporation
Data: Goiânia, 29 de outubro de 2026
Palavras-chave: Imigração para os EUA; reeleição de Lula; Green Card; EB-2 NIW; planejamento migratório.

Uma eleição pode terminar no domingo e continuar durante semanas na mesa de jantar de uma família. A conversa muda de assunto: o que antes era discussão sobre candidatos passa a ser uma decisão sobre carreira, filhos, patrimônio e o lugar onde se pretende viver os próximos anos.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, anunciada em 25 de outubro de 2026, foi seguida por uma forte alta na procura de brasileiros por orientação para imigrar aos Estados Unidos. Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 27 de outubro, registrou esse crescimento com base em relatos de escritórios especializados. Os números dizem respeito a contatos e avaliações iniciais nesses escritórios; não constituem um levantamento nacional de pedidos de visto ou de aprovações.
A nosso ver, esse movimento revela algo que a disputa eleitoral costuma deixar em segundo plano: o desejo de ter alternativas. Para quem rejeita o projeto político vencedor, o resultado pode encerrar um período de espera. Uma possibilidade discutida há anos ganha prazo, orçamento e uma pergunta concreta: existe um caminho legal para a minha família?
É possível reconhecer essa inquietação sem transformar uma previsão sobre o Brasil em certeza. Cada família atribui pesos diferentes à economia, à segurança, à educação e às perspectivas profissionais. A decisão de sair do país merece ser examinada a partir dessas prioridades e das condições reais de construir uma vida em outro lugar.
É justamente nessa passagem, entre o desejo e a execução, que a orientação jurídica faz diferença. A eleição pode explicar por que alguém decidiu procurar ajuda agora. A elegibilidade migratória dependerá de sua formação, trajetória, vínculos familiares, estrutura empresarial, recursos e histórico perante as autoridades americanas.
Insatisfação com um governo, por si só, não cria uma categoria de visto. Tampouco a intensidade da vontade de mudar substitui os requisitos de uma petição. O primeiro passo útil é organizar os fatos: quem são os integrantes da família, o que cada um pretende fazer nos Estados Unidos, quais documentos existem e quais limitações precisam entrar na análise.
Um profissional com formação e experiência pode ter razões para avaliar o EB-2 NIW. Essa possibilidade exige demonstrar a qualificação para a categoria EB-2 e, separadamente, os fundamentos para a dispensa da oferta de emprego e da certificação trabalhista. O projeto proposto deve ter mérito substancial e importância nacional; o profissional precisa estar bem posicionado para executá-lo; e a dispensa deve beneficiar os Estados Unidos. Um currículo consistente ajuda, mas precisa ser relacionado a uma proposta concreta e sustentada por provas.
Outros perfis podem justificar a análise do EB-1A, destinado a pessoas com habilidade extraordinária e reconhecimento sustentado em sua área. Para investidores, o EB-5 envolve requisitos próprios de capital e geração de empregos. São caminhos distintos, que exigem avaliações distintas.
No caso de empresários, a expansão de uma operação para os Estados Unidos pode permitir examinar o L-1A, voltado à transferência de executivos ou gerentes entre organizações qualificadas. Trata-se de uma categoria temporária, cuja aprovação não equivale à concessão de residência permanente. A existência de empresas relacionadas e as funções efetivamente exercidas precisam ser demonstradas.
Esses exemplos mostram por que escolher primeiro o nome do visto pode inverter a ordem do trabalho. A análise começa pela pessoa e pelo projeto. É preciso entender o que ela construiu, o que consegue comprovar e o que pretende realizar. Só então faz sentido comparar as alternativas jurídicas.
No Witer DeSiqueira & Pessoni, podemos ajudar essa pessoa a organizar a decisão por meio de uma avaliação individualizada: examinar o histórico profissional e migratório, identificar caminhos possíveis, apontar fragilidades documentais e explicar as etapas envolvidas. Somos um escritório de advocacia. Nosso compromisso inclui apresentar as limitações do caso com a mesma clareza dedicada às suas possibilidades.
Esse trabalho exige olhar para além do requerente principal. Uma mudança internacional afeta o casal, a escolarização dos filhos, o exercício profissional, os negócios no Brasil e o orçamento familiar. As regras para familiares dependem da categoria e da situação de cada pessoa. Essas questões precisam fazer parte do planejamento desde o início.
Também é necessário distinguir os marcos do processo. Nas categorias imigratórias, a aprovação de uma petição pode ser seguida por outras etapas e pela espera de disponibilidade de visto. O cronograma depende da categoria, do caso e do processamento pelas autoridades. Por isso, compromissos como encerrar uma atividade profissional ou vender um imóvel precisam ser avaliados à luz do estágio real do processo.
A pressa que nasce de uma eleição pode ser produtiva quando leva à organização de documentos, à revisão de prioridades e a uma consulta jurídica. Ela se torna um problema quando exige respostas definitivas antes que os fatos tenham sido examinados. Há casos prontos para avançar, outros que precisam de preparação e situações em que a conclusão responsável será reconhecer a ausência de uma alternativa viável naquele momento.
Uma pergunta ajuda a testar a consistência da decisão: se o resultado eleitoral tivesse sido diferente, o projeto de viver nos Estados Unidos ainda faria sentido? Quem responde consegue perceber melhor o peso de suas razões profissionais, familiares e pessoais. São essas razões que acompanharão a família muito depois da próxima notícia política.
Para quem passou a considerar a imigração após a reeleição de Lula, o Witer DeSiqueira & Pessoni pode ajudar a transformar essa intenção em uma análise concreta. Em uma consulta, é possível começar pelo que realmente determina as opções: o perfil da família, a documentação disponível e os objetivos da mudança.
O resultado das urnas já está definido. O projeto de vida ainda pode ser construído, com tempo, informação e responsabilidade sobre cada escolha.
Artigo de opinião e informação geral. A elegibilidade depende da análise individual e das regras aplicáveis; decisões sobre petições, vistos e admissão cabem às autoridades americanas.
Fontes:
https://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/immigrate/employment-based-immigrant-visas.htmlhttps://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/employment/temporary-worker-visas.html
Autores
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Com quase três décadas de experiência jurídica, o Dr. Witer DeSiqueira é sócio da Witer DeSiqueira & Pessoni Law e um dos pilares estratégicos do escritório. Detentor de dupla cidadania (Brasil/EUA) e com uma trajetória de quase 20 anos como District Attorney na Califórnia, reúne uma vivência singular e aprofundada do sistema legal norte-americano. Sua atuação concentra-se em casos complexos de imigração e negócios internacionais, conduzidos com precisão técnica e visão estratégica. À frente de um escritório reconhecido internacionalmente, lidera uma operação marcada por excelência, segurança jurídica e resultados consistentes, refletidos em premiações como o The Law Awards 2026 e a Certificação Q-ESG. Sua prática posiciona o escritório na vanguarda da mobilidade global.
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Sócia-diretora da Witer DeSiqueira & Pessoni Law e da CNI – Consultoria de Negócios Internacionais Ltda., a Dra. Mara Pessoni construiu uma trajetória sólida como referência em imigração para os Estados Unidos desde 2010. Sua atuação é pautada por uma abordagem estratégica que integra o rigor jurídico à inteligência de negócios internacionais, oferecendo soluções altamente qualificadas em mobilidade global. Tecnóloga em Comércio Exterior e pós-graduanda em Comércio Exterior e Internacionalização de Empresas, alia formação técnica à prática internacional. Sob sua liderança, o escritório alcançou reconhecimento global, sendo laureado com o prestigiado The Law Awards 2026 e a Certificação Q-ESG pelo Latin American Quality Institute, consolidando um padrão de excelência, inovação e governança.
Dra. Mara Pessoni OAB/GO 61.550
Sócia-diretora da Witer DeSiqueira & Pessoni Law e da CNI – Consultoria de Negócios Internacionais Ltda., a Dra. Mara Pessoni construiu uma trajetória sólida como referência em imigração para os Estados Unidos desde 2010. Sua atuação é pautada por uma abordagem estratégica que integra o rigor jurídico à inteligência de negócios internacionais, oferecendo soluções altamente qualificadas em mobilidade global. Tecnóloga em Comércio Exterior e pós-graduanda em Comércio Exterior e Internacionalização de Empresas, alia formação técnica à prática internacional. Sob sua liderança, o escritório alcançou reconhecimento global, sendo laureado com o prestigiado The Law Awards 2026 e a Certificação Q-ESG pelo Latin American Quality Institute, consolidando um padrão de excelência, inovação e governança.





