
Iniciativa do governo Trump mobiliza agentes do ICE para investigar redes suspeitas de facilitar entrada de estrangeiras grávidas no país.
O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova ofensiva contra o chamado “turismo de nascimento”, prática em que estrangeiras viajam ao país para dar à luz e garantir cidadania americana aos filhos. A medida, batizada de “Birth Tourism Initiative”, foi determinada pela administração de Donald Trump e será conduzida pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas).
Segundo documentos internos obtidos pela agência Reuters, agentes federais em todo o país foram orientados a identificar e desarticular redes que auxiliam gestantes a entrar nos EUA por meio de fraudes em vistos ou outros esquemas organizados. As investigações devem focar crimes financeiros e possíveis abusos do sistema migratório.
A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do governo para restringir a imigração e limitar a cidadania por nascimento — tema que enfrenta disputas judiciais e está atualmente sob análise da Suprema Corte.
Embora o “turismo de nascimento” não seja ilegal por si só, casos envolvendo fraude já resultaram em condenações, como uma operação na Califórnia em 2019. Ainda assim, autoridades reconhecem a dificuldade de mensurar o fenômeno, já que não há dados oficiais consolidados sobre sua dimensão.





